Butecando

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Chef Paula: Comida baiana e Casarão Barbadá

por Tavares 512, em 2018-07-03 00:00:00

O Bar é a extensão de nossas casas, é por lá que encontramos amigos, passamos pra desestressar, tomar uma,  desopilar, contar nossas lamúrias ou simplesmente passamos por passar e vamos pra casa. Lóooooooooooogico que nem todos os bares e restaurante que frequentamos são assim (ainda bem), mas temos "ao menas" um, ou dois...neam.


O Sexto Sentido Gourmet é um desses (pra mim), boa comida, bom atendimento e bom papo sempre que vou. Numa destas passadas sem pretensão fui apresentado à uma visitante ilustre que estava de  passagem por VDC City: Paula Bandeira




E foi no Sexto Sentido que eu conheci a Chef Paula, filha de Oya (Yansã) e uma apaixonada pelo que faz e pelos ingredientes brasileiros. “Ser cozinheira não é apenas uma profissão, é uma escolha de vida, pois respiro isso o tempo todo, pois cozinha é afeto, é sorriso, é declaração de amor”. Estava em Conquista prestando uma consultoria e Mazzo (Sexto Sentido) brincou, "Você podia cozinhar pra gente e uns amigos, né?" e a reposta "só se você conseguir peixe fresco". Pois bem, ela não sabia com quem tava "brincando"... pois o peixe chegou e promessa feita é promessa cumprida.




Enquanto amigos em comum ao casal Sexto Sentido (Nara e Mazzo) chegavam à mesa, a conversa ia rolando, afinidades sendo encontradas e o mesa sendo servida por Paula com todo o ritual que demandava. Depois ela veio a mesa junto à todos e falou um pouco sobre ela e o projeto que ela encabeça lá na Capital, chamado Casarão Barbadá.


 Localizado na Rua Direita do Santo Antônio Além do Carmo, esse casarão de 1880, traz traços da arquitetura colonial e características marcantes dos casarios do Centro Histórico de Salvador.  Projeto esse focados no empreendedorismo cultural e criativo, intervenções multiculturais com aspectos fortes voltados para o empoderamento feminino, além de se propor a desenvolver atividades lúdico-recreativas.




Graciene Ávila, Gagá, é historiadora e já foi residente do Barabadá. Idealizadora e produtora das cervejas artesanais feitas em homenagem a mulheres heroínas, feministas, revolucionárias e guerreiras da história, como a Rosa Luxemburgo que a inspirou para criar a Rosa Roja (American Índia Pale Ale - que apresenta aroma de lúpulos cítricos e frutados por conta da técnica do dry-hopping, possibilitando maior personalização dos aromas do lúpulo americano), além da English Pale Ale batizada de Criméia (sobrevivente da guerrilha do Araguaia) e da American Brown Ale Maria Felipa (baiana negra fundamental na independência da Ilha de Itaparica).


Isso tudo, fiquei sabendo em uma noite de boa comida, bom papo, numa mesa com amigos. Viva a cultura de bar. Um brinde a todos!


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Tavares